I Fórum Nacional de Produtos para Saúde no Brasil


 

ABIIS se reúne com parlamentares e autoridades para discutir o segmento de produtos para saúde no Brasil

O I Fórum Nacional de Produtos para Saúde no Brasil, realizado pelo Instituto Brasileiro de Ação Responsável e pelo Senado Federal, com patrocínio da ABIIS (Aliança Brasileira da Indústria Inovadora em Saúde), AdvaMed (Advanded Medical Technology Association), Abimed (Associação Brasileira da Indústria de Alta Tecnologia de Equipamentos, Produtos e Suprimentos Médico-Hospitalares), Abraidi (Associação Brasileira de Importadores e Distribuidores de Implantes e CBDL (Câmara Brasileira de Diagnóstico Laboratorial) e apoio da ISPOR (International Society for Pharmacoeconomics and Outcomes Research) contou com a presença de autoridades e representantes de entidades do segmento saúde.

No evento, que aconteceu na última quinta-feira, 7 de agosto, no auditório do Interlegis, no Senado Federal, em Brasília, o Governo Federal esteve representado pelo secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Carlos Augusto Gadelha e pelo diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Anvisa, Joselito Pedrosa.

O ex-ministro e atual diretor do Instituto Sul Americano de Governo em Saúde (ISAGS), José Gomes Temporão, além do presidente da Aliança Brasileira da Indústria Inovadora em Saúde (ABIIS), Carlos Eduardo Gouvêa, da presidente capítulo Brasil da ISPOR, Gabriela Tannus Branco de Araujo, e da presidente do Instituto Brasileiro de Ação Responsável, Clementina Moreira Alves, também compuseram a mesa.

Logo após as cerimônias de abertura, o deputado Izalci Lucas, presidente da Frente Parlamentar de Tecnologia e Inovação, discorreu sobre a PEC 290/2013 que altera e adiciona dispositivos à Constituição Federal para atualizar o tratamento das atividades correlatas à ciência, tecnologia e inovação, ainda a ser aprovada pelo Senado. É preciso desenvolver a inovação, a ciência e tecnologia, incentivando o setor de produtos para a saúde”, disse o deputado. Na opinião do deputado, é inviável para a política do governo, considerar apenas as questões de preço na compra de equipamentos e de medicamentos.

Já o secretário de Ciência Tecnologia e Inovação do Ministério da Saúde, Carlos Gadelha, discursou sobre a importância do setor e reforçou a análise de propostas de investimentos em projetos tecnológicos para o Brasil. “Sou ufanista e acredito que o complexo industrial da saúde deve ser uma das grandes apostas das políticas nacionais de desenvolvimento. A saúde deve estar para o Brasil, assim como o petróleo esteve, há anos, e nos tornou uma potência industrial”, avaliou.

O diretor da Anvisa, Joselito Pedrosa, recordou que o Brasil é o oitavo maior mercado do mundo em produtos para saúde e ainda mencionou a resolução normativa 203 da agência, que prioriza a regulação para equipamentos subsidiados pelo governo, além de citar a RDC 50 que regulamenta a transferência de tecnologia. “Estivemos reunidos com agências regulatórias da França e do Japão para flexibilizar regulações comuns. O Brasil é membro fundador da IMDRF, fórum mundial das principais agências regulatórias do mundo”, disse Pedrosa. O diretor ainda relatou as novas parcerias da Anvisa com universidades pra facilitar a regulação.

No encontro também foi lançado o livro “Investigação de Desfechos de Dispositivos Diagnósticos e Terapêuticos” da ISPOR, com um capítulo sobre a Conitec (Congresso Nacional de Inovação, Tecnologia e Educação Corporativa).
Carlos Eduardo Gouveia, presidente da ABIIS, apresentou dados do segmento com um levantamento de 13.756 empresas no setor e cerca de 131 mil empregos, índices que apontam crescimento maior que a média do PIB brasileiro. O dirigente disse que o SUS representa um desafio às empresas, haja vista o valor bem inferior pago por uma internação, apenas 25% do que o setor privado desembolsa. “Por tantas razões, a ABIIS defende a regulação inteligente, a redução significativa do Custo Brasil, a incorporação criteriosa de novas tecnologias, além do aprimoramento das agências reguladoras”, defendeu Gouvêa.

O fórum continuou com a apresentação de Murilo Contó, da Conitec, que citou o decreto 7.646/2011 e lembrou que as associações, hospitais e a indústria, podem pedir a inclusão de novos equipamentos e os processos de aprovação. “O conceito da ATS (Avaliação de Tecnologias em Saúde) é um processo abrangente, por meio do qual são avaliados os impactos clínicos, sociais e econômicos das tecnologias em saúde, levando em consideração aspectos como eficácia, efetividade, segurança, custo-efetividade, entre outros”, disse ele.

O gestor do Núcleo de Pesquisa Clínica da UNIFESP, Marcelo Fonseca, falou sobre o futuro da tecnologia em saúde e as dividiu em quatro vertentes: tecnologia cirúrgica, biofarmacêutica, da informação e a nanotecnologia. “Muitas coisas são tecnologicamente possíveis, mas só as que forem economicamente viáveis vão se tornar uma realidade”, concluiu Fonseca.

O evento terminou com a apresentação do Projeto QALY, pela pesquisadora do Núcleo de Avaliação de Tecnologias em Saúde do Instituto Nacional de Cardiologia, Marisa Santos. Posteriormente, foi a vez de Viviana Giampaoli, da Associação de Diabetes Juvenil (ADJ), apresentar a palestra Como Colocar o Paciente no Centro da Decisão.

O I Fórum Nacional de Produtos para Saúde no Brasil teve também apresentações do diretor de Economia da Saúde da Covidien, Wilson Follador e de Flávio Vormitagg.
As palestras disponibilizadas pelos conferencistas estão acessíveis ao público interessado por meio da página do evento, no site www.acaoresponsavel.org.br.

MAIS INFORMAÇÕES:
Maurício Santini (11) 99224-8737
Solange Melendez (11) 99232-9712
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